O monitoramento e o controle das pragas quarentenárias, os desafios enfrentados pelas unidades armazenadoras e as questões de logística permearam as discussões no painel sobre pós-colheita de soja, realizado, nesta quinta-feira (11), durante a Reunião de Pesquisa de Soja, na unidade da Embrapa, em Londrina (PR).

Fátima Parizzi, representando a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) e Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC), reforça que ações vêm sendo desenvolvidas para atender às exigências fitossanitárias da China, principal destino das exportações brasileiras de soja e milho.

Fátima diz que entre as principais medidas adotadas estão a elaboração de manuais de identificação de pragas, a conscientização dos agentes da cadeia produtiva e o reforço dos cuidados em todas as etapas do processo, desde a amostragem e classificação dos grãos até a expedição da carga. “O objetivo é garantir que os produtos exportados atendam aos requisitos fitossanitários exigidos pelos mercados internacionais, evitando problemas e rejeições nos portos de destino”, pontua.

Embora a China possua uma extensa lista de pragas quarentenárias, o foco está nas 11 espécies oficialmente reconhecidas pela China que estão presentes no Brasil. “O controle dessas pragas deve começar ainda no plantio, com manejo adequado ao longo do ciclo da cultura, reduzindo a infestação e os impactos na produtividade das lavouras”, avalia Fátima.

A palestrante afirma ainda que há um plano de ação voltado ao monitoramento e controle de pragas quarentenárias presentes nas lavouras brasileiras e que estão sendo concluídos ajustes de uma proposta a ser encaminhada ao Ministério da Agricultura para subsidiar negociações com a China sobre procedimentos operacionais e critérios de tolerância para a presença de pragas nos lotes exportados. “Um dos avanços mais importantes é a mobilização de toda a cadeia produtiva em torno do tema, para fortalecer as negociações e garantir maior segurança às exportações brasileiras”, ressalta Fátima.