Às 09h38 (horário de Brasília) desta terça-feira (11), o contrato de setembro da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) registrava leve baixa de 2,50 pontos e 0,22%, cotado a US$ cents 1.159,25/bushel. O vencimento de novembro recuava 3,00 pontos e 0,25%, a US$ cents 1.176,50/bushel.
Em relação aos derivados, o farelo e o óleo cediam 0,10% e 0,63%, respectivamente.
Milho
O contrato de setembro do milho negociado na CBOT perdia 1,50 ponto e 0,34%, cotado a US$ cents 436,75/bushel. O vencimento de dezembro operava na mesma direção, a US$ cents 460,25/bushel.
Trigo
O vencimento de setembro do trigo negociado em Chicago desvalorizava 5,25 pontos e 0,82%, cotado a US$ cents 635,25/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o contrato de mesmo mês recuava 8,75 pontos e 1,23%, a US$ cents 704,75/bushel.
Fundamentos de mercado
Nesta manhã, o mercado adotava uma postura de ajuste e cautela antes da publicação dos dados do relatório de oferta e demanda (Wasde) de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), prevista para quarta-feira (12). O relatório será o primeiro da temporada a incorporar projeções para a safra norte-americana 2026/27 baseadas em levantamentos de campo.
Os agentes também repercutiam os dados semanais do USDA sobre estágios e condições das lavouras dos EUA. Da área semeada com soja, 93% do cultivo alcançou a fase de floração e 74% das lavouras já chegaram à fase de formação de vagens, ambos em estágio avançado.
Quanto às condições das lavouras, 62% foram classificadas como boas/excelentes, queda de 1 p.p. em relação à semana anterior.
Para o milho, 94% da área alcançou a fase de embonecamento e 56% das lavouras chegaram à fase de espigamento. Já o enchimento de espiga alcançou 16% da área. Quanto às condições das lavouras, 61% foram classificadas como boas/excelentes, mesmo percentual da semana anterior e abaixo dos 72% registrados na mesma época de 2025.
Para o trigo, a colheita do trigo de primavera alcançou 24% da área cultivada, quanto que a colheita do cereal avançou para 91% da área cultivada, ambos acima da média normal.
Quanto às condições das lavouras do cereal de primavera, as áreas classificadas como boas/excelentes representam 51% do total, queda de 4 p.p. na semana.
Parte das perdas eram limitadas por fatores externos. O petróleo operava em viés positivo no mercado internacional, o que tende a favorecer os biocombustíveis feitos à base de oleaginosa e cereais, além das preocupações com as exportações pelo Mar Negro, tendo em vista o aumento dos ataques na região pela Rússia e a Ucrânia.