O contrato de julho do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta terça-feira (9) em leve alta de 0,75 ponto e 0,18%, cotado a US$ cents 419,50/bushel; o vencimento de setembro terminou em total estabilidade, a US$ cents 427,50/bushel.
Neste pregão, os preços do cereal foram sustentados pelo enfraquecimento do dólar diante das principais moedas globais – com o DXY operando em campo negativo durante as negociações – e pela demanda internacional aquecida pelo milho norte-americano.
Mais cedo, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) relatou uma venda de 120 mil toneladas para um destino desconhecido, com entrega programada para o ano comercial 2025/26. Ontem, já havia sido informada uma venda individual para o Japão; além disso, os embarques semanais superaram as expectativas do mercado.
Por outro lado, os ganhos foram limitados pela queda de mais de 3% do petróleo no mercado internacional, fator que reduz a competitividade do etanol norte-americano feito à base de milho.
No campo, a semeadura da safra 2026/27 dos Estados Unidos se encontra virtualmente encerrada, com as atenções agora voltadas ao desenvolvimento das lavouras. Levantamento realizado pelo USDA até domingo (7) mostra que o plantio progrediu 4 p.p. na última semana, chegando a 97% da área estimada (38,58 milhões de hectares), ritmo levemente adiantado na comparação com os 96% observados em igual altura do ciclo anterior e na média plurianual.
Ademais, 86% da área já atingiu a fase de emergência, em linha com a temporada anterior e a média das últimas cinco safras.
Quanto às condições das lavouras, 67% foram classificadas como boas/excelentes – mesma amostra da semana anterior, mas abaixo dos 71% da última temporada. Do restante, 27% foram avaliadas como regulares e 6% como ruins/muito ruins.
A previsão do tempo também é monitorada de perto. De acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia (NWS), tempestades severas e chuvas torrenciais são esperadas entre terça (10) e quinta-feira (11) em algumas áreas do Corn Belt.
Na avaliação do USDA, “o tempo chuvoso está desacelerando os esforços finais de plantio de milho e soja, mas, ao mesmo tempo, mantendo condições de desenvolvimento favoráveis para as lavouras”.
No radar, o início da colheita da safra de inverno no Centro-Sul do Brasil e o progresso dos trabalhos de campo na Argentina.