O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), recuou 0,4 ponto na passagem de junho para julho, para 88,3 pontos, menor nível desde março de 2026 (88,1 pontos).
Na média móvel trimestral, o índice cedeu 0,3 ponto, para 88,6 pontos.
“A confiança dos consumidores recuou em julho, influenciado pela piora da percepção sobre o momento presente, principalmente com relação a orçamento financeiro das famílias. Entre as faixas de renda, os consumidores de menor renda tiveram maior participação na queda do indicador agregado. Até o mês passado, a piora gradual da confiança era impulsionada pela deterioração das expectativas futuras, enquanto a percepção sobre o presente seguia em melhora”, afirma Anna Carolina Gouveia, economista do FGV IBRE.
“Embora ainda possa refletir uma calibragem dos resultados anteriores, a virada de chave observada neste mês pode sinalizar que o pessimismo em relação ao futuro começa a influenciar a avaliação atual dos consumidores, especialmente de sua situação financeira. O alto endividamento e inadimplência das famílias, junto a um contexto de juros fortemente restritivo, segue sendo o principal ponto de pressão do orçamento do consumidor, influenciando sua percepção sobre a economia”, completa.