O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), calculado peloInstituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), recuou 0,3 ponto na passagem de abril para maio, interrompendo uma sequência de dois meses de alta.

Por outro lado, na média móvel trimestral, o índice avançou 0,9 ponto, para 88,7 pontos.

“Após dois meses de alta, a confiança do consumidor recua moderadamente num movimento de acomodação. A queda foi influenciada pela revisão das expectativas para os próximos meses combinada com uma avaliação ainda favorável sobre o presente, que levou o indicador que mede a percepção sobre a situação corrente a manter o maior nível desde final de 2014”, afirma Anna Carolina Gouveia, economista do FGV IBRE.

“Entre as faixas de renda, consumidores que recebem até R$ 4.800,00 sinalizam uma piora das expectativas futuras, indicando maior sensibilidade desse grupo às incertezas do cenário econômico. O resultado de maio da Sondagem reforça um cenário de manutenção das condições econômicas atuais, mas com maior cautela em relação à trajetória dos próximos meses”, completa.