O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), recuou 0,1 ponto na passagem de maio para junho, para 88,7 pontos.
Por outro lado, na média móvel trimestral, o índice avançou 0,2 ponto, para 88,9 pontos.
De acordo com a economista da FGV Ibre, Anna Carolina Gouveia, o resultado da confiança do consumidor reflete uma quase estabilidade do indicador em junho, impulsionada pela piora das expectativas para o futuro, e compensada pela alta do indicador que reflete a percepção sobre a situação presente.
“Entre os quesitos, se por um lado, os indicadores de intenção de compra de duráveis e situação financeira futura sugerem um consumidor mais pessimista para os próximos meses, o indicador de situação financeira atual sugere uma melhora na percepção do orçamento do momento. A manutenção de um mercado de trabalho robusto e políticas de desafogamento das dívidas parecem estar influenciando positivamente na percepção atual, mas não são suficientes para reverter o aumento do pessimismo futuro”, afirma Gouveia