Em painel sobre sustentabilidade, realizado nesta quinta-feira (16), na 3ª edição da Conferência Internacional UNEM DATAGRO sobre Etanol de Milho, em Cuiabá (MT), o coordenador técnico industrial do Benri, Luiz Francisco Lomonaco Ferreira da Silva, discorreu sobre como a implantação de indicadores de eficiência apoiam as usinas na identificação de riscos à operação, sobretudo de natureza ambiental, num processo de governança em favor de uma atividade cada vez mais sustentável. “Só para as usinas de etanol de milho, temos mais de 20 indicadores de eficiência, exatamente pelo fato que o segmento envolve diversos processos de produção”, disse.
De critério de avaliação interna de desempenho operacional e gerencial, o rating das usinas, desenvolvido pelo Benri, é uma ferramenta, ancorada em diversos indicadores-chave, que está sendo cada vez mais usada para tomada de decisão de negócios no segmento de biocombustíveis.

*Luiz Francisco Lomonaco Ferreira da Silva, do Benri: “só para as usinas de etanol de milho, temos mais de 20 indicadores de eficiência”
De acordo com a consultora sênior de Riscos de Sustentabilidade da Marsh, Marjorie Correia Leite, o mercado financeiro como um todo, de investidores, instituições financeiras, seguradoras, entre outros elos, usa a avaliação de riscos ambientais para tomada de decisão. “Isso vale para um aporte, concessão de financiamento, efetivação de uma cobertura.”
Também painelista, a secretária do Meio Ambiente de Mato Grosso, Mauren Lazzaretti, procurou ressaltar que o modelo de licenciamento ambiental adotado no estado busca ser o mais célere possível, preservando, obviamente, rigor técnico com menos burocracia. “Antes da nova Lei Nacional de Licenciamento Ambiental, MT já atuava desta maneira.” Moderadora da sessão, a chefe-geral da Embrapa Agrossilvipastoril, Laurimar Gonçalves Vendrusculo, acrescentou: “quanto menos risco mais resultado”.