O contrato de setembro do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quinta-feira (13) em forte baixa de 9,00 pontos e 1,97%, cotado a US$ cents 448,00/bushel; o de dezembro caiu 8,75 pontos e 1,82%, a US$ cents 472,00/bushel. Por outro lado, na semana, os futuros acumulam ganhos parciais de 2,05% e 2,16%, respectivamente.
Neste pregão, a pressão sobre as cotações ocorreu após os fortes ganhos registrados na quarta-feira (12), em reação ao relatório de oferta e demanda (Wasde) de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
No documento, o USDA elevou marginalmente sua estimativa para a produção norte-americana de milho em 2026/27, de 406,42 milhões para 406,75 milhões de toneladas. Ainda assim, o volume representa queda de 6% frente ao recorde de 432,34 milhões de toneladas colhidas em 2025/26 e configura a segunda maior produção da série histórica.
Por outro lado, o departamento reduziu a projeção para os estoques finais dos EUA em 2026/27, de 45,46 milhões para 41,98 milhões de toneladas. Para o encerramento da safra 2025/26, a estimativa também foi cortada, de 51,31 milhões para 49,40 milhões de toneladas.
A queda do petróleo no mercado internacional também contribuiu para o viés negativo, uma vez que preços mais baixos da commodity tendem a reduzir a competitividade do etanol produzido a partir do milho.
Parte das perdas, entretanto, foi limitada pela demanda internacional aquecida. As vendas semanais para exportação dos EUA somaram 411 mil toneladas de milho da safra 2025/26, acima das expectativas do mercado. Para o ciclo 2026/27, as negociações alcançaram 925 mil toneladas, dentro do intervalo projetado pelos analistas.