A Coalizão dos Biocombustíveis intensificou a pressão sobre o governo federal para aprovar o aumento da mistura de biodiesel no diesel para 17% (B17) e do etanol na gasolina para 32% (E32). O posicionamento foi formalizado em manifesto assinado por parlamentares ligados ao setor, como Arnaldo Jardim, Alceu Moreira, Pedro Lupion e Zé Vítor, no qual a CNN Brasil repercutiu primeiramente na véspera (29).

A decisão deve ser analisada na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), marcada para o dia 7 de maio.

No documento, o grupo defende o avanço das misturas como resposta à volatilidade dos preços de energia e como estratégia para ampliar o uso de combustíveis renováveis no Brasil.

“A Coalizão dos Biocombustíveis reforça o apelo para que o CNPE aprove a elevação da mistura de biodiesel no diesel fóssil para 17% e do etanol na gasolina para 32%”, diz o texto.

Segundo os signatários, o país reúne condições para expandir rapidamente a participação dos biocombustíveis, com efeitos positivos sobre inflação, segurança energética e geração de emprego.

“Diante do cenário de volatilidade dos preços de energia, os biocombustíveis do Brasil representam uma ferramenta indispensável para conter a pressão inflacionária e colocar o país na liderança da transição energética global”, afirmam.

A proposta também conta com respaldo do governo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já indicou que pretende submeter ao CNPE o aumento da mistura de etanol para 32%.

Segundo o governo, a medida pode contribuir para a autossuficiência em gasolina e reduzir a necessidade de importações.

O manifesto destaca que não há entraves técnicos ou produtivos para a ampliação das misturas, ressaltando a capacidade instalada do país para atender à demanda adicional.

Além disso, o aumento do uso de biocombustíveis é visto como forma de reduzir a exposição a choques externos, estimular investimentos e contribuir para metas ambientais.

Para a coalizão, adiar a decisão pode comprometer o posicionamento do Brasil no mercado global de energia limpa.

“Postergar esse avanço é desperdiçar uma vantagem competitiva que já está dada. Avançar é consolidar o Brasil como liderança global em energia limpa”, conclui o documento.