A Copersucar, empresa brasileira de comercialização de açúcar e etanol; a companhia francesa de transporte marítimo e logística CMA CGM; a AGEO Terminais, armazenador de granéis líquidos; Santos Brasil, terminal de contêineres; e a Bunker One, subsidiária do grupo dinamarquês Bunker Holding, especializado em bunker – combustível marítimo; realizaram neste domingo (12) o primeiro abastecimento de um navio porta-contêineres com etanol no Brasil.

A operação abasteceu o CMA CGM IRON, primeiro navio porta-contêineres de 13.000 TEU equipado com motor tricombustível certificado.

Em comunicado enviado à imprensa profissional, os parceiros destacam que o abastecimento demonstra, na prática, que o etanol reúne atributos capazes de acelerar a descarbonização do transporte marítimo. “Além de proporcionar significativa redução das emissões de gases de efeito estufa, oferece disponibilidade imediata em escala comercial, infraestrutura de produção já consolidada no Brasil e competitividade econômica, características relevantes diante da crescente demanda global por combustíveis sustentáveis”, diz a nota.

“Juntamente com nossos parceiros, demonstramos que a inovação pode sair do laboratório e chegar às operações marítimas reais. A certificação do nosso primeiro navio com motor tricombustível representa um importante marco tecnológico para a CMA CGM. Ela abre caminho para o uso mais amplo de combustíveis de menor intensidade de carbono e nos oferece novas alternativas para acelerar a descarbonização de nossas operações de transporte marítimo”, afirma Christine Cabau Woehrel, vice-presidente executiva de Ativos e Operações da CMA CGM.

“Esta operação demonstra a capacidade da Copersucar de conectar produção, logística e mercado para viabilizar soluções bioenergéticas em escala. Mais do que um abastecimento pioneiro, estamos construindo as condições para que o etanol passe a integrar, de forma competitiva, a matriz energética da navegação, ampliando o protagonismo do Brasil na transição para uma economia de baixo carbono”, ressalta Tomás Manzano, presidente da Copersucar.

“A operação pode ser considerada um marco na transição energética na indústria marítima em escala mundial, que começa a se adaptar para este modelo. Atualmente, aproximadamente 70 navios da frota global podem ser abastecidos com metanol e, consequentemente, com etanol. Mas a previsão é que, nos próximos anos, outras 400 embarcações saiam dos estaleiros aptas a navegar com um combustível não fóssil”, adiana Flavio Ribeiro, CEO da Bunker One.