A entrevista coletiva de ontem do senador Cleitinho Azevedo admitindo, pela primeira vez em público, que estava disposto a concorrer ao governo de Minas Gerais não passou de reação política após ser rifado pelo Republicanos. A legislação eleitoral não permite candidatura avulsa, sem uma sigla partidária. E, no caso de Cleitinho, registrar a candidatura ao governo estadual – restando cinco dias para o fim do prazo para as convenções partidárias – depende essencialmente da sigla comandada por Marcos Pereira voltar atrás. Horas antes da divulgação da nota da direção estadual da legenda, o dirigente nacional respondeu, a quem perguntou, que o timing de Cleitinho havia acabado. O comunicado estadual refletiu a posição do comando nacional e indicou que a decisão estava tomada em caráter definitivo. Não há nenhum sinal, até agora, de que isso vá mudar. Um senador pode mudar de partido a hora que quiser, mas só pode trocar a camisa partidária com a finalidade de disputar eleição a seis meses do pleito. A janela partidária acabou em 4 de abril. A convenção estadual do Republicanos foi no sábado e, até a véspera, o partido aguardou a confirmação do senador para fechar a aliança com os demais partidos. Uma convenção não é uma mera formalidade exigida pela Justiça Eleitoral, é nela que se define a chapa que vai concorrer ao Executivo, os candidatos ao Legislativo (suplentes ao Senado, número que cada um terá nas urnas, por exemplo) e sua coligação.
Equipe BAF – Direto de Brasília
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