As chuvas de granizo registradas entre os dias 30 de maio e 1º de junho atingiram cinco municípios no Sul de Minas, impactando 10,2 mil hectares e 1.066 produtores rurais, aponta balanço realizado pela Emater-MG.
A principal cultura impactada foi o café, com 10 mil hectares atingidos, sendo 4,4 mil hectares com danos graves (44%), 2,4 mil hectares moderados (23,9%) e 3,2 mil hectares com perdas leves (32,2%).
“Apesar das perspectivas favoráveis para a safra brasileira de café 2026/27, os eventos climáticos recentes exigem atenção”, alerta a DATAGRO. A consultoria projeta a colheita de 73 milhões de sacas de café neste ciclo, sendo 43 milhões da variedade arábica.
“As chuvas podem gerar impactos pontuais sobre o volume, seja ao dificultarem a varreção, seja por meio de eventos mais severos, como foi o granizo. Até o momento, porém, os efeitos foram localizados e devem representar perdas marginais, sem alterar o quadro positivo de oferta projetado para a safra 2026/27”, diz a DATAGRO.
Levantamento realizado pela Cooxupé até 12 de junho mostra que a colheita dos seus cooperados no Sul de Minas alcançou 19,1%. A região é a principal produtora de arábica do país.
Quanto as demais culturas cultivadas na região, a Emater-MG aponta que as chuvas de granizo provocaram perdas em 150 hectares de grãos, 25 hectares de olerícolas, 1 hectare de citros e 5 hectares de frutas diversas.