A China registrou queda relevante nas importações de carne suína e de frango no primeiro bimestre de 2026, segundo dados da China Customs analisados pela DATAGRO Pecuária, refletindo o fortalecimento da produção doméstica e a menor dependência do mercado externo.

As importações de carne suína somaram 306,2 mil toneladas no bimestre, o menor patamar para o período em pelo menos cinco anos.

Em fevereiro, o volume foi de 128 mil toneladas, também o mais baixo da série histórica, ficando 46,5% abaixo da média histórica do mês e 23,9% inferior a fevereiro de 2025.

O movimento reflete a recuperação da produção chinesa após a forte liquidação de rebanhos em 2025, que reduziu os preços internos e aumentou a competitividade da proteína no mercado doméstico.

Com a retração da demanda chinesa, países exportadores foram pressionados a redirecionar sua produção.

O Brasil foi um dos mais impactados, com queda de 79,4% nos embarques de carne suína para a China nos dois primeiros meses de 2026.

No caso da carne de frango, as importações somaram 29,3 mil toneladas no bimestre, o menor volume da série para o período, considerando as 70,6 mil toneladas em 2025, 53,7 mil toneladas em 2024 e 103,2 mil toneladas em 2023.

Em fevereiro, o volume foi de 18 mil toneladas, alta de 60,8% frente a janeiro, mas ainda 50,8% abaixo do registrado no mesmo mês de 2025.

Apesar da queda geral, o Brasil segue como principal fornecedor de carne de frango para a China, com 63% de participação nas importações no início de 2026.

Ainda assim, houve recuo de 9 pontos percentuais na participação em relação ao ano anterior, evidenciando o avanço da autossuficiência chinesa e até a geração de excedentes exportáveis no país.

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