Nesta sexta-feira (20), o governo da China publicou os dados oficiais de importação de carne bovina referentes aos meses de janeiro e fevereiro de 2026. Os números foram levantados pelo Ministério do Comércio e da Administração-Geral de Alfândegas (GACC) do país e compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

De acordo com o informe, a China desembarcou 372,08 mil toneladas de carne bovina do Brasil no primeiro bimestre do ano, sendo 211,29 mil toneladas em janeiro e 160,78 mil toneladas em fevereiro. Somado, o volume representa 33,64% da cota brasileira de 1,1 milhão de toneladas imposta aos frigoríficos brasileiros em 2026.

Apesar dos bons números, o rápido avanço de ocupação da cota acendeu um alerta sobre o segmento exportador nacional, que deseja controle estatal para as exportações à China.

Além disso, por serem bases de dados diferentes, o número da GACC diverge da contabilização oficial do Brasil, registrada pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Segundo a Secex, o Brasil enviou 229,85 mil t de carne bovina para a China neste primeiro bimestre, sendo 123,15 mil t em janeiro e 106,70 mil t em fevereiro. Porém, os chineses contabilizam todos os volumes que entraram em suas fronteiras no período, mesmo aqueles que saíram dos portos brasileiros no ano anterior e só chegaram em 2026 nos terminais chineses.

Em nota, a Abiec reforçou o pedido ao governo federal para que renegocie as tratativas quanto ao acompanhamento de utilização da cota para o mercado chinês. Além do Brasil, Austrália e Argentina também estão em ritmo acelerado de cumprimento do volume de carne bovina autorizada.