O contrato de setembro da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quarta-feira (12) em forte alta de 13,75 pontos e 1,19%, cotado a US$ cents 1.165,25/bushel; o de novembro subiu 14,50 pontos e 1,24%, a US$ cents 1.183,25/bushel. Na parcial semanal, os ativos acumulam ganhos de 0,54% e 0,60%, nesta ordem.
Quanto aos derivados, o óleo e o farelo valorizaram 0,86% e 1,15%, respectivamente.
Neste pregão, as cotações receberam suporte da demanda internacional aquecida, especialmente da China. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou nesta quarta-feira uma nova venda avulsa de 244 mil toneladas de soja para o país asiático.
Foi o segundo anúncio de venda individual de soja feito pelo USDA nesta semana. Na terça-feira (11), o departamento havia reportado uma operação de 136 mil toneladas.
O mercado também repercutiu o relatório de oferta e demanda (Wasde) de agosto do USDA, primeiro da temporada a incorporar projeções para a safra norte-americana 2026/27 baseadas em levantamentos de campo.
Para a soja dos EUA, o USDA reduziu a estimativa de estoques finais da safra 2025/26 para 8,85 milhões de toneladas, ante 8,98 milhões de toneladas projetadas anteriormente. Para 2026/27, por outro lado, a projeção foi elevada de 8,44 milhões para 8,71 milhões de toneladas.
Em relação à produção, o departamento estima que os produtores norte-americanos colherão 122,99 milhões de toneladas de soja em 2026/27, crescimento de 6% frente às 115,99 milhões de toneladas produzidas em 2025/26 e, segundo o relatório, o maior volume da série histórica.
No cenário global, a produção da oleaginosa está projetada em 442,25 milhões de toneladas em 2026/27, ante 429,46 milhões de toneladas na temporada anterior. No relatório de julho, a estimativa para a nova safra era de 441,70 milhões de toneladas.
No Corn Belt, o boletim diário do USDA informou que as tempestades têm elevado a umidade na camada superficial do solo, embora também tenham provocado danos localizados por ventos fortes e granizo.
“As temperaturas permanecem favoráveis para as culturas de milho e soja do Meio-Oeste, exceto por uma onda de calor que atinge o sudoeste do Cinturão do Milho, incluindo partes do Missouri”, informou o departamento.
No radar, o USDA divulga nesta quinta-feira (13) o relatório semanal de vendas para exportação, além da atualização das condições de seca nas principais áreas agrícolas dos EUA.