O contrato de agosto da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta sexta-feira (10) em forte alta de 14,00 pontos e 1,19%, cotado a US$ cents 1.191,75/bushel; o de setembro subiu 11,25 pontos e 0,96%, a US$ cents 1.181,25/bushel. Na semana, os futuros acumularam ganhos de 4,88% e 3,98%, respectivamente.
Quanto aos derivados, o óleo e o farelo se valorizaram 0,77% e 0,95%, nesta ordem.
Neste pregão, os agentes do mercado reagiram aos novos dados do relatório mensal de oferta e demanda (Wasde) do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
O USDA projeta que os produtores norte-americanos irão colher 121,79 milhões de toneladas de soja na safra 2026/27, aumento anual de 5% ante as 115,99 milhões de toneladas produzidas em 2025/26 e o maior volume da série histórica.
Apesar do volume recorde, o documento trouxe uma redução dos estoques finais da safra 2025/26 e manutenção dos estoques projetados para a nova temporada. Além disso, cortes acima do esperado nos estoques mundiais das duas safras reforçaram o viés altista.
Também deu suporte aos preços a demanda internacional aquecida, em especial para o mercado chinês. O USDA reportou pela manhã a venda individual de 264 mil toneladas de soja para o país asiático. Nesta semana, o departamento divulgou três vendas avulsas no total para a China.
Quanto ao clima no Corn Belt, área que engloba as lavouras de soja e milho nos EUA, o boletim diário do USDA informou que chuvas e tempestades estão ocorrendo principalmente nas áreas de produção agrícola do sul e do oeste.
“As temperaturas e os níveis de umidade do solo permanecem, em grande parte, favoráveis para o milho e a soja, com exceções relacionadas principalmente ao excesso de umidade”, destacou.
Para segunda-feira (13), os investidores esperam os boletins semanais do USDA de embarques e de atualização das condições e estágios das lavouras.