O contrato de agosto da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta terça-feira (14) em leve baixa de 4,00 pontos e 0,33%, cotado a US$ cents 1.192,75/bushel; o de setembro recuou na mesma intensidade, a US$ cents 1.181,25/bushel.
Quanto aos derivados, o óleo caiu 0,58%, enquanto que o farelo fechou em viés de alta (+0,06%). Amanhã (15), a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas (Nopa) reporta o esmagamento de soja no país no mês de junho.
Milho
O contrato de setembro do milho cedeu 2,50 pontos e 0,57% em Chicago, cotado a US$ cents 438,50/bushel. O vencimento de dezembro perdeu 2,75 pontos e 0,59%, a US$ cents 460,50/bushel.
Trigo
O contrato de setembro do trigo negociado na CBOT subiu 9,75 pontos e 1,53%, negociado a US$ cents 645,00/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento do mesmo mês valorizou 11,75 pontos e 1,48%, a US$ cents 666,25/bushel.
Fundamentos de mercado
Neste pregão, os preços da soja e do milho foram pressionados pela melhora das condições das lavouras norte-americanas apontada pelo relatório semanal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Segundo o levantamento, 65% das lavouras de soja e 68% das áreas de milho foram classificadas como boas ou excelentes na semana encerrada em 12 de julho, ambos com melhora em relação à semana anterior.
O avanço do desenvolvimento das culturas também reforçou a pressão sobre às cotações. Na soja, 50% das áreas já estavam em floração, acima da média histórica de 44%, enquanto 19% haviam atingido a fase de formação de vagens, frente à média de 13%.
No milho, 34% das lavouras estavam em polinização, acima dos 30% registrados no mesmo período de 2025, enquanto 6% já haviam alcançado a fase de enchimento de grãos (“dough”), contra 5% no ano passado.
Além disso, o USDA informou que o tempo predominantemente seco no Corn Belt segue favorecendo o desenvolvimento das culturas, mesmo com a intensificação das temperaturas nas regiões produtoras do Norte.
No mercado de trigo, o cenário foi diferente. Os preços foram sustentados pelas restrições à navegação no Mar de Azov, rota por onde escoa cerca de um quarto das exportações russas de grãos.
As limitações de segurança, decorrentes dos recentes ataques ucranianos contra petroleiros e embarcações comerciais na região, elevaram as preocupações com a oferta global e aumentaram a competitividade do trigo norte-americano.
O USDA informou ainda que 72% da safra de trigo de primavera havia atingido o estágio de espigamento, em linha com a média dos últimos cinco anos. Já a colheita do trigo de inverno avançou para 67% da área cultivada, ante 59% na semana anterior.
Nas Grandes Planícies, principais regiões produtoras de trigo, o calor extremo continua preocupando. Embora uma frente fria tenha levado pancadas isoladas de chuva para Montana, as temperaturas permaneceram excepcionalmente elevadas no norte da região. Na Dakota do Norte, por exemplo, os termômetros chegaram a 40,6°C em Bismarck e a 39,4°C em Dickinson na véspera (13).
Segundo o USDA, esse calor ocorre em um momento crítico para o trigo de primavera e a cevada, que atravessam a fase de enchimento dos grãos, podendo comprometer o potencial produtivo das lavouras.