Às 9h22 (horário de Brasília) desta terça-feira (18), o contrato de setembro da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOTregistrava moderada alta de 6,50 pontos e 0,54%, cotado a US$ cents 1.207,50/bushel. O vencimento de novembro avançava 7,25 pontos e 0,60%, a US$ cents 1.223,25/bushel.

Em relação aos derivados, o farelo subia 0,90%, enquanto o óleo apresentava estabilidade com viés de alta (+0,07%).

Milho

O contrato de setembro do milho negociado na CBOT se valorizava 1,50 ponto e 0,32%, cotado a US$ cents 466,50/bushel. O vencimento de dezembro avançava 1,75 ponto e 0,36%, a US$ cents 491,25/bushel.

Trigo

O vencimento de setembro do trigo negociado em Chicago recuava 1,25 ponto e 0,19%, negociado a US$ cents 673,50/bushel. Já na Bolsa de Kansas (KCBT), o contrato de mesmo mês operava em estabilidade com viés de alta (+0,25 ponto e +0,03%), a US$ cents 759,00/bushel.

 

Fundamentos de mercado

Nesta manhã, a soja e o milho encontravam suporte na piora das condições das lavouras nos Estados Unidos, após a atualização semanal divulgada na véspera (17) pelo Departamento de Agricultura (USDA).

No caso do milho, 60% das lavouras foram classificadas como boas ou excelentes, queda de 1 ponto percentual na comparação semanal e o menor índice para a 33ª semana do ano desde 2023.

Na soja, 61% das lavouras estavam em boas ou excelentes condições, também recuo de 1 p.p. na semana e o menor patamar para esta época do ano desde 2023.

Os futuros dos grãos também eram favorecidos pela valorização do petróleo no mercado internacional, diante do aumento das tensões no Oriente Médio. O movimento tende a elevar a competitividade dos biocombustíveis produzidos a partir de oleaginosas e cereais.

Paralelamente, os contratos do trigo operavam sem direção única nas bolsas norte-americanas diante de fundamentos distintos.

De um lado, a intensificação dos ataques entre Rússia e Ucrânia ampliava as preocupações com o fluxo de exportações pelo Mar Negro. Do outro, o avanço da colheita norte-americana e a melhora das condições do trigo de primavera pressionavam as cotações.

Segundo o USDA, a colheita do trigo de inverno alcançou 96% da área, acima dos 93% registrados no mesmo período de 2025.

No trigo de primavera, os trabalhos avançaram para 41% da área, ante 33% há um ano e média de 34% nos últimos cinco anos.

Além disso, 52% das lavouras de trigo de primavera foram classificadas como boas ou excelentes, alta de 1 ponto percentual na semana e acima dos 50% observados no mesmo período do ano passado.