O contrato de setembro da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta sexta-feira (21) em leve alta de 4,25 pontos e 0,35%, cotado a US$ cents 1.225,00/bushel; o de novembro avançou 3,00 pontos e 0,24%, a US$ cents 1.239,50/bushel. Os vencimentos acumularam ganhos na semana de 4,01% e 3,94%, nesta ordem.

Já os derivados fecharam em campo misto, o óleo registrou queda de 2,57%, enquanto que o farelo subiu 0,63%.

Milho 

O contrato de setembro do milho finalizou com ganhos de 5,00 pontos e 1,04% em Chicago, cotado a US$ cents 483,75/bushel, com valorização semanal de 5,39%. O vencimento de dezembro subiu na mesma intensidade, a US$ cents 508,50/bushel – com ganho semanal de 5,23%.

Trigo 

O contrato de setembro do trigo negociado na CBOT cedeu 1,25 ponto e 0,18%, negociado a US$ cents 681,50/bushel, mas com ganho na semana de 1,00%.

Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento do mesmo mês desvalorizou 6,00 pontos e 0,79%, a US$ cents 756,25/bushel – avanço na semana de 0,27%.

 

Fundamentos de mercado

Neste pregão, os ativos da soja e do milho foram beneficiados pela demanda internacional aquecida.

Hoje, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou duas vendas individuais de soja, uma de 720 mil toneladas par China e outra de 712 mil para destino não revelado, além da comercialização de 205 mil toneladas de milho.

Além disso, a estatal chinesa Sinograin anunciou hoje seu quinto leilão de soja em menos de um mês, ofertando 290 mil toneladas de soja importada para venda em 26 de agosto, em um movimento para liberar espaço de armazenamento para cargas provenientes dos EUA.

Quanto à expedição do Crop Tour nos EUA, os agentes mostraram preocupações com o desenvolvimento da safra de milho e soja, com sinais mistos de produtividade nos principais estados produtores.

No caso do trigo, as cotações foram pressionadas pelo movimento de realização de lucros, tendo em vista os ganhos anotados durante a semana, à medida que seguem as preocupações com o fornecimento da commodity no Mar Negro, após intensificação dos ataques da Rússia e da Ucrânia contra embarcações nas regiões.

No entanto, parte dos agentes avalia que os grãos que deixaram de ser embarcados permanecem armazenados nos portos e poderão chegar ao mercado caso o fluxo de exportações seja normalizado.

Quanto ao clima, o boletim diário do USDA apontou tempo favoravelmente seco nas áreas mais úmidas do Corn Belt, principalmente entre o centro de Illinois e o sul de Ohio. Chuvas isoladas, por sua vez, atingem áreas próximas aos Grandes Lagos.

As temperaturas no Meio-Oeste permanecem favoráveis ao desenvolvimento do milho e da soja, embora a seca no norte da região continue preocupando em relação ao potencial produtivo das culturas.

Nas Grandes Planícies, tempestades avançam mais ao sul e atingem partes de Oklahoma. Ao mesmo tempo, o calor intenso persiste na metade sul da região, com máximas previstas entre 38°C e 40,5°C. Já no norte das Grandes Planícies, o tempo seco favorece os trabalhos de colheita dos cereais.