O contrato de agosto da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta segunda-feira (13) em leve alta de 5,00 pontos e 0,42%, cotado a US$ cents 1.196,75/bushel; o de setembro subiu 4,00 pontos e 0,34%, a US$ cents 1.185,25/bushel.
Quanto aos derivados, o óleo disparou 3,35%, puxado pela alta do petróleo no mercado internacional, enquanto que o farelo cedeu 1,00%.
Milho
O contrato de setembro do milho avançou 1,50 ponto e 0,34% em Chicago, cotado a US$ cents 441,00/bushel. O vencimento de dezembro ganhou 2,25 pontos e 0,49%, a US$ cents 463,25/bushel.
Trigo
O contrato de setembro do trigo negociado na CBOT caiu 5,00 pontos e 0,78%, negociado a US$ cents 635,25/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento do mesmo mês cedeu 10,00 pontos e 1,48%, a US$ cents 666,25/bushel.
Fundamentos de mercado
Neste pregão, os contratos de soja e milho foram sustentados pelas previsões de calor intenso no Corn Belt, principal região produtora de grãos dos Estados Unidos.
Segundo o boletim diário do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), as temperaturas máximas devem variar entre 32°C e 38°C na porção norte do Meio-Oeste, aumentando as preocupações com possíveis impactos sobre o desenvolvimento das lavouras.
No lado da demanda, o USDA anunciou uma venda avulsa de 136 mil toneladas de soja para a China. Somadas às compras reportadas na semana passada, as vendas confirmadas ao país asiático já superam 1 milhão de toneladas, reforçando a percepção de retomada da demanda chinesa pela oleaginosa norte-americana.
O relatório semanal de embarques também trouxe números dentro das expectativas do mercado. Na semana encerrada em 10 de julho, os EUA embarcaram 419 mil toneladas de soja, 1,540 milhão de toneladas de milho e 374 mil toneladas de trigo.
Já o trigo foi pressionado pela realização de lucros após os ganhos acumulados na semana passada e pela redução das preocupações com a oferta global, diante da menor percepção de risco para os embarques russos pelo Mar de Azov.
No campo, o USDA destacou que o calor extremo continua predominando nas Planícies do Norte, região produtora de trigo de primavera.
“O calor extremo pode afetar negativamente os cereais de primavera, incluindo cevada e trigo de primavera, durante a fase de enchimento dos grãos. No restante da região, o tempo permanece seco, com temperaturas próximas da média para esta época do ano”, informou o departamento.
No radar, os investidores aguardam a divulgação do relatório semanal do USDA de condições e estágios das lavouras dos EUA.