Às 7h40 (horário de Brasília) desta quinta-feira (1º), os contratos de novembro/26 e janeiro/27 da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) operavam em estabilidade com viés de baixa, cotados a US$ cents 1.292,00/bushel e a US$ cents 1.308,75/bushel. Na semana, os futuros acumulam perdas próximas de 2%.

Nesta manhã, o mercado de soja ainda repercute a atualização do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) que os estoques norte-americanos da oleaginosa somavam 8,576 milhões de toneladas na posição 1º de setembro, ante 28,833 milhões de toneladas em 1º de junho e 8,839 milhões de toneladas no confronto anual.

Mais tarde, o USDA publicará os registros semanais de vendas para exportação. Em relação aos derivados da soja, o óleo caía 0,42%, enquanto o farelo subia 0,10%.

O progresso da colheita da safra 2026/27 no Corn Belt segue sendo acompanhado de perto, bem como o início da nova temporada no Brasil, maior produtor e exportador global de soja.

Milho

O contrato de dezembro/26 do milho negociado na CBOT anotava leve alta de 1,75 ponto e 0,35%, a US$ cents 502,50/bushel; o de março/27 subia 2,00 pontos e 0,39%, a US$ cents 517,50/bushel. Na semana, por outro lado, os futuros acumulam perdas próximas de 4,5%.

Após despencar mais de 4% na véspera, os futuros do milho voltavam a ganhar fôlego nesta manhã, sustentados pela valorização do petróleo no mercado internacional, fator que aumenta a competitividade do etanol  norte-americano produzido à base de milho.

O USDA divulgou ontem estoques de milho dos EUA na posição 1º de setembro somavam 53,216 milhões de toneladas, contra 134,404 milhões de toneladas no último boletim e 39,404 milhões de toneladas na mesma data de 2025.

No radar, as condições climáticas para o Corn Belt, que vêm ditando o ritmo de colheita da safra 2026/27.

Trigo

O contrato de dezembro/26 do trigo negociado em Chicago apresentava moderado avanço de 4,00 pontos e 0,59%, cotado a US$ cents 679,75/bushel, mas com perda acumulada de 3,30% na semana. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento de mesmo mês do cereal anotava forte alta de 8,75 pontos e 1,19%, a US$ cents 741,75/bushel, com retração semanal de 2,65%.

O mercado de trigo segue com as atenções concentradas sobre o plantio da safra de inverno nas Planícies dos Estados Unidos e os desdobramentos do conflito no Leste Europeu, que estão impactando diretamente as exportações de cereais da Rússia e da Ucrânia.

O USDA publicou ontem que o volume armazenado de trigo no país somava 50,232 milhões de toneladas na referida data, sobre 25,041 milhões de toneladas do relatório anterior e 58,078 milhões de toneladas no ano passado.

A Comissão Europeia, por sua vez, manteve sua estimativa para a produção de trigo mole na União Europeia em 2026/27 em 124,2 milhões de toneladas e sua projeção de exportação em 29,0 milhões de toneladas.