O contrato de julho do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quarta-feira (3) em expressiva baixa de 9,00 pontos e 2,04%, cotado a US$ cents 431,50/bushel; o vencimento de setembro cedeu 7,75 pontos e 1,73%, a US$ cents 440,25/bushel.

Na parcial da semana, os ativos acumulam perdas de 3,41% e 3,40%, nesta ordem.

Neste pregão, os preços foram pressionados pela valorização do dólar frente às principais moedas globais. O índice DXY avançou 0,31% no pregão, reduzindo a competitividade das exportações norte-americanas e desestimulando compras no mercado futuro.

O clima favorável ao desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos também contribuiu para o movimento de baixa. Segundo o boletim climático diário do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), as condições seguem predominantemente secas e amenas no Corn Belt, principal região produtora de milho e soja do país, com exceção de chuvas isoladas entre o Vale do Rio Vermelho e o norte de Nebraska.

“Com a maior parte do milho e da soja dos EUA plantados — 93% e 87%, respectivamente, em 31 de maio — as condições favorecem a germinação e um rápido desenvolvimento das culturas”, destacou o USDA.

As perdas, contudo, foram parcialmente limitadas pela demanda internacional aquecida. O USDA anunciou uma venda avulsa de 136 mil toneladas de milho da safra 2026/27, reforçando o interesse comprador pelo cereal norte-americano.

Outro fator de suporte veio do mercado energético. Os preços do petróleo voltaram a subir diante do agravamento das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã, cenário que tende a favorecer a competitividade do etanol produzido a partir do milho.

Além disso, dados divulgados pela Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA) mostraram aumento na produção semanal de etanol de milho e redução dos estoques do biocombustível, sinalizando demanda firme pelo cereal.

No radar dos investidores, o USDA divulga nesta quinta-feira (4) o relatório semanal de vendas para exportação, que deverá fornecer novas indicações sobre o ritmo da demanda global por milho norte-americano.