O contrato de setembro do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quinta-feira (20) em forte alta de 5,75 pontos e 1,22%, cotado a US$ cents 478,75/bushel; o de dezembro subiu 5,50 pontos e 1,10%, a US$ cents 503,50/bushel. Na semana, os futuros acumulam ganhos parciais de 4,30% e 4,19%, nesta ordem.

Neste pregão, os preços foram sustentados principalmente pelas preocupações com o potencial produtivo das lavouras dos Estados Unidos.

As avaliações realizadas pela Pro Farmer Crop Tour indicaram potencial de produtividade do milho abaixo da média em Illinois, segundo maior estado produtor do cereal no país. No oeste de Iowa, os resultados ficaram próximos da média.

O clima no Corn Belt também permaneceu no radar. Segundo o boletim diário do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), apesar de as temperaturas estarem favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, as condições de umidade apresentam forte variação entre as principais regiões produtoras.

Os focos de seca estão concentrados principalmente no Alto Meio-Oeste, enquanto o excesso de umidade do solo e os riscos de inundações em áreas mais baixas se estendem do centro de Illinois ao sul de Ohio.

Além disso, o USDA reportou vendas de 233 mil toneladas de milho da safra 2025/26 na semana encerrada em 13 de agosto. Para o ciclo 2026/27, as vendas somaram 816 mil toneladas. Ambos os volumes ficaram dentro das expectativas do mercado.

No cenário global, o Conselho Internacional de Grãos (IGC) divulgou nesta quinta-feira novas projeções para a oferta mundial do cereal.

Para 2025/26, o órgão elevou em 36 milhões de toneladas a estimativa de produção global de milho, para 1,346 bilhão de toneladas. Já para a safra 2026/27, a projeção foi reduzida em 1 milhão de toneladas, para 1,305 bilhão de toneladas.