O contrato de agosto da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta segunda-feira (22) em forte alta de 13,50 pontos e 1,11%, cotado a US$ cents 1.233,00/bushel; o de setembro avançou 15,50 pontos e 1,28%, a US$ cents 1.226,00/bushel. Na parcial da semana, os vencimentos acumulam ganhos de 2,37% e 2,72%, nesta ordem.

Quanto aos derivados, o óleo e o farelo valorizaram 1,59% e 1,50%, respectivamente.

Milho 

O contrato de setembro do milho finalizou com ganhos de 9,25 pontos e 2,04% em Chicago, cotado a US$ cents 462,00/bushel, com valorização parcial na semana de 3,88%. O vencimento de dezembro anotou alta 9,50 pontos e 2,00%, a US$ cents 484,75/bushel – com ganho semanal de 3,69%.

Trigo 

O contrato de setembro do trigo negociado na CBOT disparou 27,75 pontos e 4,09%, negociado a US$ cents 705,75/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento do mesmo mês valorizou 30,50 pontos e 4,16%, a US$ cents 763,50/bushel. No recorte semanal, os contratos acumulam avanços de 3,37% e 4,27%, nesta ordem.

 

Fundamentos de mercado

Neste pregão, o movimento de alta foi impulsionado principalmente pelo avanço das tensões geopolíticas.

A aproximação do petróleo da marca de US$ 95 por barril reforçou as expectativas de maior competitividade dos biocombustíveis produzidos a partir de soja e milho, elevando o interesse pelos grãos.

No mercado de trigo, a intensificação do conflito entre Rússia e Ucrânia aumentou as preocupações com a oferta global. O Ministério da Defesa da Rússia informou novos ataques contra portos e infraestrutura militar na região de Odessa, importante corredor logístico para o escoamento de grãos no Mar Negro, ampliando a percepção de risco sobre as exportações da região.

Além disso, a primeira etapa da tradicional excursão de avaliação das lavouras de trigo organizada pelo Conselho de Qualidade do Trigo dos Estados Unidos apontou produtividade inferior à observada no ano passado. A média estimada em 87 campos avaliados foi de 45,9 bushels por acre, abaixo dos quase 50 bushels por acre registrados na mesma rota em 2025.

No aspecto climático, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou que o Corn Belt segue com clima predominantemente ameno e seco, condição que reduz os impactos da menor umidade do solo sobre as lavouras. Já nas High Plains, o calor continua predominando em diversas áreas, especialmente no leste do Colorado e sul das planícies, mantendo o estresse hídrico sobre pastagens e parte das culturas de verão.

Na agenda desta quinta-feira (23), o mercado acompanhará a divulgação dos dados semanais de vendas para exportação e da atualização do monitor de seca das lavouras norte-americanas, ambos publicados pelo USDA.