Às 09h31 (horário de Brasília) desta quinta-feira (6), o contrato de setembro da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) apresentava leve queda de 1,25 ponto e 0,11%, cotado a US$ cents 1.155,25/bushel. O vencimento de novembro operava em estabilidade com viés de baixa (-0,75 ponto e -0,06%), a US$ cents 1.174,00/bushel. Na parcial semanal, os ativos acumulam perdas 1,32% e 1,14%, nesta ordem.
Já em relação aos derivados, o farelo e o óleo subiam 0,16% e 0,06%, respectivamente.
Milho
O contrato de setembro do milho negociado na CBOT recuava 0,75 ponto e 0,17%, cotado a US$ cents 436,00/bushel, com perda semanal parcial de 1,08%. O vencimento de dezembro caía 1,00 ponto e 0,22%, a US$ cents 459,00/bushel – desvalorização semanal de 1,00%.
Trigo
O vencimento de setembro do trigo negociado em Chicago apresentava viés de baixa (-0,25 ponto e -0,04%), cotado a US$ cents 642,00/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o contrato de mesmo mês cedia 1,50 ponto e 0,21%, a US$ cents 712,00/bushel. Por outro lado, ambos os ativos acumulam ganhos parciais na semana, de 0,43% e 0,64%, nesta ordem.
Fundamentos de mercado
Nesta manhã, os mercados de soja e milho permaneciam pressionados pela expectativa de que as chuvas recentes no Meio-Oeste dos Estados Unidos tenham favorecido o desenvolvimento das lavouras, reduzindo preocupações com a produtividade.
Ainda hoje, o Departamento de Agricultura (USDA) divulgará a atualização semanal do Monitor de Seca, que deve indicar melhora nas condições das áreas produtoras de soja e milho.
Enquanto isso, o Serviço Nacional de Meteorologia (NWS) emitiu alertas de inundação para partes dos estados de Kansas e Missouri, além de destacar risco de tempestades com ventos fortes e queda de granizo.
No mercado de trigo, o movimento era de realização de lucros após os ganhos registrados no início da semana, embora os investidores continuem monitorando os impactos do conflito entre Rússia e Ucrânia sobre o comércio pelo Mar Negro.
Segundo dados das autoridades portuárias ucranianas, a Rússia realizou 57 ataques contra embarcações e 67 ataques à infraestrutura portuária durante o mês de julho.
A consultoria Lloyd’s List afirmou, em relatório divulgado nesta semana, que o Mar Negro tornou-se atualmente a via navegável mais perigosa do mundo, superando até mesmo o Estreito de Ormuz, em razão da intensificação dos confrontos na região.
Do lado russo, as exportações de trigo recuaram 18% em julho, para 1,8 milhão de toneladas, segundo dados da União Russa de Grãos, divulgados pela agência Interfax.
No radar, além do Monitor de Seca, o mercado aguarda o relatório semanal de vendas para exportação do USDA, que deverá oferecer novos sinais sobre o ritmo da demanda internacional por commodities agrícolas norte-americanas.