Às 9h34 (horário de Brasília) desta terça-feira (14), o contrato de agosto da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) operava em leve baixa de 4,75 pontos e 0,40%, cotado a US$ cents 1.192,00/bushel. O vencimento de setembro recuava 6,25 pontos e 0,53%, a US$ cents 1.179,00/bushel.

Quanto aos derivados, o farelo perdia 0,63%, enquanto o óleo subia 0,29%.

Milho

O contrato de setembro do milho negociado em Chicago desvalorizava 5,25 pontos e 1,19%, cotado a US$ cents 435,75/bushel; o de dezembro cedia na mesma intensidade, a US$ cents 457,75/bushel.

Trigo

O contrato de setembro do trigo negociado na CBOT recuava de 3,50 pontos e 0,55%, cotado a US$ cents 631,75/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento de mesmo mês perdia 4,50 pontos e 0,68%, a US$ cents 661,75/bushel.

 

Fundamentos de mercado

Nesta manhã, o complexo de grãos oleaginosas eram pressionados pela melhora nas condições das lavouras nos Estados Unidos, bem como o avanço dos estágios das culturas, conforme relatório semanal do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

Segundo o relatório semanal do USDA, divulgado na segunda-feira (13), 65% das lavouras de soja dos Estados Unidos foram classificadas como boas ou excelentes na semana encerrada em 12 de julho. No milho, esse percentual atingiu 68%, enquanto no trigo de primavera chegou a 58%. As três culturas apresentaram melhora em relação à semana anterior.

O avanço dos estágios das lavouras também pressionou o mercado. Na soja, 50% das áreas já estavam em floração, acima da média histórica de 44%, enquanto 19% das lavouras haviam atingido a fase de formação de vagens, frente à média de 13%.

No milho, 34% das áreas estavam em polinização, acima dos 30% registrados no mesmo período do ano passado, enquanto 6% das lavouras já haviam alcançado a fase de enchimento de grãos (“dough”), contra 5% em 2025.

Para o trigo, o USDA informou que 72% da safra de primavera havia atingido o estágio de espigamento, em linha com a média dos últimos cinco anos. Já a colheita do trigo de inverno avançou para 67% da área, ante 59% na semana anterior.

No campo, o Serviço Nacional de Meteorologia norte-americano (NWS) informou que o calor intenso continuará predominando em grande parte da região norte do país, com índices de calor de até 37°C. Alertas de calor extremo foram emitidos desde o centro de Montana até a Península Superior de Michigan.

A agência também emitiu alertas de risco extremo de incêndios para o noroeste de Nebraska, onde temperaturas próximas de 35°C, combinadas com umidade relativa do ar em torno de 12%, deverão favorecer condições críticas para a propagação de incêndios.

As perdas, no entanto, eram parcialmente limitadas pela desvalorização do dólar frente às principais moedas globais, com o índice DXY recuando 0,64%, o que melhora a competitividade das exportações norte-americanas. A alta do petróleo também oferecia suporte ao complexo de grãos ao favorecer a demanda por biocombustíveis.

Outro fator acompanhado pelo mercado foi a divulgação dos dados da Administração Geral das Alfândegas da China (GACC), que informou importações de 13,547 milhões de toneladas de soja em junho de 2026. O volume foi o maior já registrado para o mês e o segundo maior da série histórica, reforçando o forte ritmo da demanda chinesa pela oleaginosa.