Às 9h47 (horário de Brasília) desta segunda-feira (27), o contrato de agosto da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOTregistrava expressiva baixa de 31,75 pontos e 2,54%, cotado a US$ cents 1.216,25/bushel. O de setembro cedia 32,50 pontos e 2,62%, a US$ cents 1.207,75/bushel.

No caso dos derivados, o óleo e o farelo desvalorizavam 1,82% e 2,02%, nesta ordem.

Milho

O contrato de julho do milho negociado na CBOT recuava 13,50 pontos e 2,85%, cotado a US$ cents 451,00/bushel. O de setembro perdia 14,00 pontos e 2,87%, a US$ cents 473,50/bushel.

Trigo

O vencimento de julho do trigo negociado em Chicago recuava 4,25 pontos e 0,63%, cotado a US$ cents 673,75/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o grão anotava desvalorização de 5,50 pontos e 0,74%, a US$ cents 739,75/bushel.

 

Fundamentos de mercado

Nesta manhã, os preços eram pressionados pelo movimento de realização de lucros, tendo em vista os ganhos expressivos na última semana da soja e do milho, à medida que os agentes do mercado repercutiam a queda do petróleo no mercado internacional.

Segundo relatos da imprensa, oficiais militares dos EUA teriam dito ao presidente Donald Trump para suspender sua campanha de bombardeios enquanto as negociações entre os países continuam. Em contrapartida, o Irã suspendeu os ataques retaliatórios contra aliados dos EUA na região.

Com a redução das tensões geopolíticas, os preços internacionais do petróleo operavam em forte queda, o que reduz a competitividade dos biocombustíveis feitos à base de oleaginosas e de cereais.

No entanto, os investidores seguem de olho no aumento das temperaturas na região do Corn Belt, que engloba as lavouras de soja e milho dos EUA. Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia (NWS), alertas e avisos de calor extremo foram emitidos da fronteira com o Canadá até a Costa do Golfo, à medida que a onda de calor no Cinturão do Milho dos EUA persiste.

Os índices de calor no leste de Iowa e no oeste de Illinois atingirão aproximadamente 46°C nesta tarde, informou o órgão. Temperaturas acima dos 40ºC também são esperadas nas Grandes Planícies, onde ficam os cultivos de trigo.

Parte das perdas do cereal eram limitadas pelos ataques da Rússia e da Ucrânia à infraestrutura de grãos e a navios, que continuaram a prejudicar o fluxo de cargas, ameaçando o abastecimento de importadores no Oriente Médio, na África e na Ásia.

Mais tarde, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) reporta os dados de embarques semanais, bem como a atualização das condições e dos estágios das lavouras norte-americanas.