O contrato de agosto da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quarta-feira (15) em moderada alta de 9,50 pontos e 0,80%, cotado a US$ cents 1.202,25/bushel; o de setembro subiu 11,00 pontos e 0,93%, a US$ cents 1.192,25/bushel. Os vencimentos acumulam ganhos na parcial da semana, de 0,88% e 0,93%, nesta ordem.
Quanto aos derivados, o óleo e o farelo valorizaram 0,83% e 0,72%, respectivamente.
Milho
O contrato de setembro do milho subiu 9,00 pontos e 2,05% em Chicago, cotado a US$ cents 447,50/bushel, com valorização na parcial da semana de 1,82%. O vencimento de dezembro avançou na mesma intensidade, a US$ cents 469,50/bushel – ganho semanal de 1,84%.
Trigo
O contrato de setembro do trigo negociado na CBOT disparou 32,50 pontos e 5,04%, negociado a US$ cents 677,50/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento do mesmo mês valorizou 42,00 pontos e 6,19%, a US$ cents 720,00/bushel. Na parcial semanal, os contratos acumulam altas de 5,82% e 6,47%, nesta ordem.
Fundamentos de mercado
Neste pregão, o mercado de trigo foi impulsionado pela perspectiva de uma forte redução na produção norte-americana da safra 2026/27.
Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a produção do país deverá alcançar 1,54 bilhão de bushels, frente aos 1,99 bilhão de bushels registrados na temporada anterior. Se confirmada, será a menor safra norte-americana desde o ciclo 1970/71.
Também deram suporte às cotações as dificuldades logísticas provocadas pela intensificação do conflito entre Rússia e Ucrânia. A navegação no Mar de Azov, importante corredor para as exportações russas de grãos, segue prejudicada após novos ataques na região.
Na Europa, o Ministério da Agricultura da França estimou a produção de trigo macio em 32 milhões de toneladas na safra 2026, volume 4% inferior ao do ano passado e 2% abaixo da média dos últimos cinco anos.
Pelo lado da demanda, a Associação dos Moinhos de Farinha de Taiwan adquiriu cerca de 98,15 mil toneladas de trigo norte-americano em leilão realizado nesta quarta-feira.
Já os mercados de soja e milho foram sustentados pela previsão de calor intenso sobre o Corn Belt, principal região produtora norte-americana.
O USDA informou que o clima quente e seco vem acelerando o desenvolvimento das lavouras, embora também aumente as preocupações com possíveis impactos sobre a produtividade caso as temperaturas elevadas persistam.
Segundo o órgão, menos de 20% das áreas do Meio-Oeste e do Vale do Mississippi apresentavam umidade superficial do solo classificada entre “baixa” e “muito baixa” em 12 de julho, indicando que, por enquanto, as condições de cultivo permanecem predominantemente favoráveis.
A soja também recebeu suporte adicional após a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas (Nopa) informar que o esmagamento nos Estados Unidos atingiu 5,83 milhões de toneladas em junho, acima da expectativa do mercado, de 5,55 milhões de toneladas.
O volume representa alta de 16% em relação a junho de 2025 e configura um novo recorde para o mês.
No radar, os investidores aguardam a divulgação, nesta quinta-feira (16), do relatório semanal de vendas para exportação do USDA, bem como a atualização das áreas de seca nos EUA.