O contrato de setembro da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta terça-feira (04) em forte queda de 15,00 pontos e 1,28%, cotado a US$ cents 1.158,75/bushel; o de setembro cedeu 14,50 pontos e 1,22%, a US$ cents 1.177,75/bushel.

Quanto aos derivados, o farelo e o óleo, ambos desvalorizaram 0,86%.

Milho 

O contrato de setembro do milho finalizou em queda de 7,00 pontos e 1,56% em Chicago, cotado a US$ cents 442,25/bushel. O vencimento de dezembro cedeu 7,00 pontos e 1,48%, a US$ cents 465,00/bushel.

Trigo 

O contrato de setembro do trigo negociado na CBOT cedeu 12,50 pontos e 1,92%, negociado a US$ cents 638,50/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento do mesmo mês desvalorizou 10,25 pontos e 1,43%, a US$ cents 707,00/bushel.

 

Fundamentos de mercado

Neste pregão, às cotações da soja e do milho foram pressionadas pela forte queda do petróleo no mercado internacional, movimento que reduz a atratividade econômica da produção de biocombustíveis à base de oleaginosas e cereais.

O mercado também reagiu às declarações de autoridades do Catar e dos Estados Unidos, que elevaram as expectativas de uma solução diplomática para o conflito envolvendo o Irã. A perspectiva de normalização do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz contribuiu para a desvalorização da commodity energética.

No campo norte-americano, o Departamento de Agricultura (USDA) informou que 63% das lavouras de soja permanecem classificadas entre boas e excelentes, percentual estável em relação à semana anterior. Já no milho, o índice caiu de 63% para 61%, ficando abaixo dos 73% registrados no mesmo período de 2025.

As perdas da soja foram parcialmente limitadas pela continuidade da demanda chinesa. O USDA anunciou uma venda avulsa de 132 mil toneladas de soja para a China, com entrega prevista para o ano comercial 2026/27. Foi o segundo dia consecutivo de compras anunciadas pelo órgão, após a venda de 488 mil toneladas para o país asiático e de 136,15 mil toneladas para um destino não revelado na segunda-feira.

No mercado de trigo, além da influência negativa da soja e do milho, os investidores seguiram acompanhando o conflito entre Rússia e Ucrânia. Apesar das preocupações com os fluxos de exportação pelo Mar Negro, a expectativa de uma ampla oferta global, especialmente na região, continuou pressionando os preços.

O USDA também informou que a colheita do trigo de inverno avançou para 86% da área cultivada nos Estados Unidos, após progresso semanal de 5 pontos percentuais. Já a colheita do trigo de primavera atingiu 5% da área, abaixo da média de cinco anos (8%).

As lavouras classificadas entre boas e excelentes representam 55% do total, acima dos 48% observados no mesmo período do ano passado.