A produção de leite da Castrolanda consolidou Castro (PR) como uma das principais bacias leiteiras do Brasil. Em 25 anos, o volume captado pela cooperativa saltou de 26,6 milhões de litros por ano, em 2000, para mais de 536 milhões de litros em 2025 — crescimento superior a 1.900%.
Somente na última década, a expansão foi de aproximadamente 119% – em 2015, a produção da cooperativa era de 244 milhões de litros anuais.
Apesar da redução no número de produtores ao longo dos anos, o sistema ganhou escala e eficiência. De acordo com Agnaldo Bonfim Brandt, coordenador do Pool Leite – entidade operada pelas Cooperativas Castrolanda, Frísia e Capal, que tem por objetivo mediar às relações entre produtores e indústrias –, o desempenho não está necessariamente ligado ao tamanho das propriedades.
“Temos propriedades pequenas muito eficientes. Tudo depende do perfil do produtor e da forma como ele conduz a atividade”, afirma Brandt.
Além do crescimento em volume, a Castrolanda também registra indicadores de qualidade acima da média brasileira. Em 2025, a média de Contagem Padrão em Placas (CPP) da cooperativa foi de 8,5 mil UFC/mL, muito abaixo do limite de 300 mil UFC/mL permitido pela legislação brasileira. O índice mede a quantidade de bactérias presentes no leite e reflete as condições sanitárias da ordenha, armazenamento e transporte.
Já a Contagem de Células Somáticas (CCS), indicador relacionado à saúde da glândula mamária das vacas e à incidência de mastite, fechou 2025 em 196 mil células/mL. Em 2020, esse número era de 229 mil. Em diversas regiões produtoras do Brasil, as médias ultrapassam 500 mil células/mL.
A cooperativa também manteve estabilidade nos sólidos do leite mesmo com o aumento da produção. A gordura permaneceu próxima de 3,7%, enquanto o teor de proteína avançou de 3,31% em 2020 para 3,36% em 2025.