Casos de mosca-varejeira-do-novo-mundo seguem se espalhando pelo Texas

O Serviço de Inspeção de Saúde Animal e Vegetal (APHIS) do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) já identificou 27 casos de mosca-varejeira-do-novo-mundo em território norte-americano desde o dia 3 deste mês, quando o primeiro foco da doença foi encontrado no Texas, após mais de seis décadas.

Até o momento, todos os focos foram identificados em animais domésticos, sendo 16 em bovinos, 3 em cabras, 7 em ovelhas e 1 em um cachorro. O caso no cachorro foi identificado no estado do Novo México, enquanto os demais estão todos concentrados no Texas – o último foi registrado no sábado (27).

A mosca-varejeira-do-novo-mundo é considerada uma das pragas mais prejudiciais à pecuária, pois suas larvas se alimentam de tecido vivo, provocando feridas graves, perda de desempenho dos animais e prejuízos econômicos ao setor pecuário.

A mosca-varejeira havia sido erradicada dos Estados Unidos na década de 1960, após um amplo programa de controle biológico que confinou a praga à América Central. Nos últimos anos, entretanto, novos focos foram registrados em países como Panamá, Costa Rica, Nicarágua e Honduras. Em 2024, o México confirmou seu primeiro caso da doença em décadas.

Devido à atividade da doença, o governo dos Estados Unidos suspendeu, em maio de 2025, a importação de gado vivo do México, agravando a crise interna de oferta de gado – o rebanho bovino norte-americano se encontra no menor patamar em 75 anos.

Em novembro do ano passado, o USDA inaugurou uma instalação de dispersão aérea de moscas estéreis em Tampico, no México, visando combater a doença; em fevereiro deste ano, uma nova unidade foi implementada na Base Aérea de Moore, em Edinburg, no Texas. O controle da doença, no entanto, não está sendo 100% eficiente, tendo em vista seu avanço no território norte-americano.