O Serviço de Inspeção de Saúde Animal e Vegetal (APHIS) do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) já identificou 32 casos de mosca-varejeira-do-novo-mundo em território norte-americano desde o dia 3 de junho, quando o primeiro foco da doença foi encontrado no Texas, após mais de seis décadas.

Até o momento, os casos foram identificos em 17 bovinos, 3 cabras, 10 ovelhas e 2 cachorros. Todos seguem concentrados no sul do Texas, com excessão de um deles, que foi registrado no sudeste do Novo México.

A mosca-varejeira-do-novo-mundo é considerada uma das pragas mais prejudiciais à pecuária, pois suas larvas se alimentam de tecido vivo, provocando feridas graves, perda de desempenho dos animais e prejuízos econômicos ao setor pecuário.

A mosca-varejeira havia sido erradicada dos Estados Unidos na década de 1960, após um amplo programa de controle biológico que confinou a praga à América Central. Nos últimos anos, entretanto, novos focos foram registrados em países como Panamá, Costa Rica, Nicarágua e Honduras.

Em 2024, o México confirmou seu primeiro caso da doença em décadas, levando o governo dos Estados Unidos a suspender, em maio de 2025, a importação de gado vivo do país vizinho. Essa decisão contrubiu para o agravamento da crise interna de oferta de gado – o rebanho bovino norte-americano se encontra no menor patamar em 75 anos.

Visando combater a praga, em novembro do ano passado, o USDA inaugurou uma instalação de dispersão aérea de moscas estéreis em Tampico, no México; em fevereiro deste ano, uma nova unidade foi implementada na Base Aérea de Moore, em Edinburg, no Texas; por fim, uma terceira unidade foi inaugurada na última segunda-feira (29), no estado de Chiapas, no sul do México.