As detecções de gripe aviária começaram a diminuir em diversos países da Europa após um outono e inverno marcados pela maior circulação do vírus em aves aquáticas dos últimos cinco anos, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira (12) por autoridades sanitárias da União Europeia.

De acordo com o documento, elaborado pela Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA), pelo Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) e pelo Laboratório de Referência da União Europeia (EURL), a redução dos casos passou a ser observada a partir de dezembro.

Entre 29 de novembro e 27 de fevereiro, foram registrados 406 surtos de gripe aviária em aves domésticas em 32 países europeus, além de 2.108 ocorrências em aves silvestres.

Segundo as autoridades, o número de detecções em granjas avícolas ficou em linha com o observado no mesmo período dos últimos dois anos. Já entre aves selvagens, os registros foram significativamente maiores: três vezes acima do nível registrado no ano passado e quase cinco vezes superiores aos de dois anos atrás.

O relatório aponta que a maioria das infecções em granjas resultou de contato indireto com aves silvestres, enquanto a transmissão direta entre propriedades avícolas foi considerada rara.

Apesar da redução dos casos em aves, as autoridades observaram um leve aumento nas detecções do vírus em mamíferos.