Novos casos de febre aftosa estão se espalhando rapidamente pela China e já são registrados em 12 das 23 províncias do país. A informação tem sido veiculada por importantes veículos de mídia asiáticos, como a Caixin, o Nikkei Asia e o Vision Times.
No dia 28 de março, o Ministério da Agricultura da China confirmou dois surtos da doença, um no condado de Yining, em Xinjiang, e outro no condado de Gulang, em Gansu. Na ocasião, 6.229 cabeças bovinas foram abatidas e, desde então, Pequim reforçou o controle nas fronteiras para a entrada e saída de gado.
Segundo a mídia local, os casos de febre aftosa registrados são do tipo SAT1 (tipo 1 sul-africano), o qual possui uma taxa de mortalidade de até 50% em bezerros e ainda não tem uma vacina eficiente. As vacinas contra a doença amplamente utilizadas na China visam sobretudo os sorotipos tradicionais, como O e A.
Os surtos ocorrem no mesmo momento em que a Rússia também enfrenta um surto da doença bovina na região siberiana de Novosibirsk, que faz fronteira com o Cazaquistão e que poderia ser o foco inicial.
De acordo com a NTD Television, entre as 12 províncias que já detectaram algum caso estão: Xinjiang, Gansu, Mongólia Interior, Liaoning, Jilin, Heilongjiang, Shandong, Shanxi, Ningxia, Hebei, Guizhou e Anhui.
A China possui atualmente um rebanho bovino de cerca de 100,4 milhões de animais. Juntas, as 12 províncias respondem por aproximadamente 52% da amostra nacional, com destaque para Mongolia Interior e Xinjang, que juntas concentram quase 18% do rebanho chinês