A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) divulgou comunicado à imprensa profissional no qual informa que acompanha com atenção a atualização da lista da União Europeia sobre países habilitados a exportar animais e produtos de origem animal ao bloco, no contexto das novas exigências relacionadas ao uso de antimicrobianos na pecuária, aplicadas à todos os países exportadores.

A medida ocorre em meio à pressão de agricultores europeus e de países como a França, que se opuseram ao acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul. Nesse contexto, a FPA vê com preocupação qualquer tentativa de transformar exigências regulatórias em barreiras políticas ou comerciais contra a competitividade da produção brasileira.

O Brasil segue habilitado a exportar, e eventual restrição somente poderá ocorrer caso as garantias formais exigidas pelo bloco não sejam apresentadas até 3 de setembro de 2026.

A questão não representa falha sanitária da pecuária nacional. O Brasil exporta carne bovina para mais de 170 mercados, com sistemas de inspeção, rastreabilidade e protocolos reconhecidos internacionalmente.

A FPA seguirá acompanhando o tema junto ao setor produtivo e às autoridades competentes, defendendo uma solução diplomática que garanta previsibilidade, tratamento justo e garantia da reputação brasileira no mercado internacional.

Angus

Também em nota, o Programa Carne Angus Certificada afirma que recebeu com surpresa e acompanha com atenção as informações divulgadas nesta terça-feira (12) sobre a decisão da União Europeia envolvendo a sinalização de possível suspensão da importação de carne de alguns países, entre eles o Brasil.

O setor aguarda maiores esclarecimentos sobre a medida e confia que as autoridades competentes brasileiras atuarão de forma enérgica para incluir o Brasil na lista de nações aptas a atender a estes países e, desta forma, evitar qualquer embargo vindouro tendo em vista que as possíveis restrições valeriam a partir de setembro de 2026. O Carne Angus acredita que os esclarecimentos serão prestados a tempo e tal medida não chegará a ter impacto no mercado brasileiro.

O mercado da União Europeia é essencial para as exportações de Carne Angus. Apesar de representar apenas 6% dos embarques, a região é compradora de cortes de alto valor agregado, puxando o mercado de carne premium e sua respectiva valorização.