Carne suína: Brasil precisa ampliar o leque de países compradores

O Brasil precisa manter ou ampliar o volume de carne suína exportada neste ano, o que contribuirá para reduzir a disponibilidade interna e aumentar o preço pago ao produtor, aponta estudo da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS).

De acordo com a entidade, um dos grandes importadores da carne suína brasileira, a China registrou aumento superior a 1500% nas importações do produto no ano passado e deve estabilizar suas compras neste ano em patamares considerados altos.

Por outro lado, o mercado externo está abrindo novos caminhos. Em janeiro, o governo brasileiro recebeu o anúncio de que a África do Sul reabrirá as portas para a exportação brasileira de carne suína. O mercado foi fechado ao produto em 2005 devido ao foco de febre aftosa detectado no Brasil. Segundo o diretor-executivo da ABCS, Nilo de Sá, a reabertura do mercado deste país oferecerá novas oportunidades aos exportadores e aumentará o leque de destinos da carne suína brasileira.

Além dos mercados já conquistados, o dirigente pontua a importância de abrir um maior espaço no continente asiático para a carne suína. “Os esforços para acessar efetivamente novos mercados, com destaque ao japonês e sul-coreano, precisam ser redobrados. Isso inclui não somente atender as exigências sanitárias, como ser livre de febre aftosa sem vacinação, mas também os padrões de qualidade de carne exigidos nesta região.”