A Cargill iniciou m lockout em sua fábrica de carne bovina em Fort Morgan, no estado do Colorado, após trabalhadores rejeitarem uma proposta de renovação contratual apresentada pela companhia. Segundo informações divulgadas pelo sindicato Teamsters Local 455, que representa os funcionários da unidade, a empresa suspendeu nesta quarta-feira (20) o pagamento de cerca de 1.700 trabalhadores em meio ao impasse nas negociações.

Em comunicado, a Cargill afirmou que apresentou uma proposta considerada “justa”, estimada em US$ 33,4 milhões em investimentos voltados aos trabalhadores ao longo do contrato.

De acordo com Dean Modecker, dirigente do sindicato, a empresa ofereceu aumento salarial de US$ 0,70 por hora no primeiro ano de um contrato com duração de cinco anos, além de reajuste adicional de US$ 0,30 por hora no quinto ano.

Os trabalhadores, por outro lado, reivindicam aumento de US$ 1 por hora já no primeiro ano e defendem um contrato de três anos, alegando maior necessidade de proteção diante da volatilidade do setor de carne bovina nos Estados Unidos.

A Cargill informou ainda que as operações de abate na unidade de Fort Morgan estão suspensas desde 23 de abril, com o redirecionamento do gado para outras plantas de processamento da companhia. Segundo a empresa, os custos operacionais da unidade atualmente superam a rentabilidade da planta.

“Não podemos operar a instalação de forma segura e responsável em meio à incerteza contínua de uma possível paralisação das atividades”, afirmou a companhia em nota.

Ainda conforme o sindicato, a Cargill manteve o pagamento dos funcionários enquanto as atividades de abate estavam interrompidas. No entanto, os salários deixaram de ser pagos após a rejeição da proposta contratual.