A capacidade estática de armazenagem de grãos no Brasil atingiu 210,5 milhões de toneladas no início de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O volume representa crescimento um de 3,6% em relação ao começo do ano anterior, impulsionado principalmente pela expansão da infraestrutura nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Apesar do avanço, a capacidade disponível continua distante do volume produzido pelo país. De acordo com o Relatório VIP da DATAGRO, a estrutura de armazenagem atual equivale a 58,6% da safra brasileira de grãos, estimada em 359,4 milhões de toneladas em 2025.

O percentual é inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando a capacidade correspondia a 64,7% da produção, embora represente uma melhora em relação aos 56,2% observado em janeiro de 2024, período em que o país enfrentou uma forte pressão logística e de armazenagem.

“A capacidade limitada de estocagem reduz o poder de negociação dos agentes, muitas vezes forçando a comercialização da produção em momentos menos favoráveis de mercado”, destaca a DATAGRO.

A consultoria ressalta, porém, que a comparação direta entre capacidade estática e produção total deve ser analisada com cautela. Isso porque as principais culturas brasileiras — especialmente soja e milho segunda safra — são colhidas em períodos distintos, distribuindo parte da demanda por armazenagem ao longo do ano.

Ainda assim, o setor segue dependente de um ritmo consistente de comercialização para evitar gargalos logísticos. A maior pressão sobre os armazéns costuma ocorrer durante o início de uma nova colheita, quando é necessário liberar espaço para os volumes recém-colhidos.

“Dessa forma, a manutenção de um fluxo firme de vendas continua sendo fundamental para reduzir a pressão sobre a infraestrutura de armazenagem e evitar desequilíbrios no sistema”, conclui a DATAGRO.

Para maiores detalhes, acesse o Relatório VIP na sessão de análises do Portal DATAGRO.