A capacidade disponível para armazenamento agrícola no Brasil foi de 233,8 milhões de toneladas no 2º semestre de 2025, 1,1% superior ao semestre anterior. Já o número de estabelecimentos (9.668) cresceu 0,5% frente ao primeiro semestre de 2025. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apenas a Região Sul apresentou redução no número de estabelecimentos no período, enquanto as demais apresentaram aumento, com destaque para a região Norte, que subiu 4,7%; seguido do Nordeste (1,9%); Sudeste (1,5%) e Centro-Oeste (0,3%).

Em relação aos estoques dos cinco principais produtos agrícolas existentes nas unidades armazenadoras, em 31/12/2025, os estoques de milho representaram o maior volume (22,8 milhões de toneladas), seguidos pelos estoques de soja (7,3 milhões), trigo (6,0 milhões), arroz (2,9 milhões) e café (0,8 milhão). Estes produtos constituem 90,3% do total estocado entre os produtos monitorados pela pesquisa, sendo os 9,7% restantes compostos por algodão, feijão preto, feijão de cor, e outros grãos e sementes. No total, a pesquisa levantou 44,1 milhões de toneladas de produtos que monitora.

Analisando a série histórica da pesquisa, nos últimos 28 anos, os armazéns convencionais apresentaram uma queda na capacidade de 56,9%. Já a capacidade dos armazéns graneleiros e silos cresceu 151,4% e 469,7%, respectivamente. O aumento destes tipos de armazenagem está associado à expansão da produção nacional de grãos nas últimas décadas, pois estes produtos geralmente são estocados em armazéns graneleiros e silos.