Café registra leve alta na B3 na manhã desta 6ª feira

Às 11h06 (horário de Brasília) desta sexta-feira (22), o contrato de julho do café arábica negociado na Bolsa Brasileira (B3) operava em estabilidade, cotado a US$ 340,90 por saca de 60 kg. Já o vencimento de setembro registrava leve alta de 0,33%, a US$ 321,00/sc.

Na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), o contrato de julho recuava 0,15%, a US$ 270,00/sc, enquanto o de setembro apresentava viés de baixa (-0,02%), cotado a US$ 265,45/sc.

Nesta manhã, o mercado repercute atualizações de safras de importantes países produtores.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de café em 66,7 milhões de sacas na safra 2026, avanço de 18% frente ao ciclo anterior. Nas projeções da DATAGRO, o cenário segue ainda mais otimista, com a safra brasileira 2026/27 podendo atingir 73 milhões de sacas. A expectativa é de produção de 48 milhões de sacas de Arábica e 25 milhões de sacas de Robusta, refletindo condições climáticas favoráveis e ampliação das áreas de produção.

Fora do Brasil, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou aumento da oferta em parte relevante dos produtores analisados, com destaque para Vietnã, Colômbia, Etiópia, Costa Rica e Uganda, enquanto Peru deve permanecer praticamente estável e Nicarágua deve registrar retração.

O Vietnã segue como principal destaque em volume, com produção projetada em 32,5 milhões de sacas (+800 mil sacas), sustentada pela expansão produtiva após os preços elevados de 2024/25. Na Colômbia, a produção deve subir para 13,4 milhões de sacas (+900 mil sacas), favorecida por condições mais secas e pela renovação de lavouras, enquanto a Etiópia deve alcançar 12,1 milhões de sacas (+540 mil sacas), apoiada por melhores rendimentos e avanço de práticas agronômicas.

Em Uganda, a oferta deve avançar levemente para 7,16 milhões de sacas (+65 mil sacas), e a Costa Rica deve crescer para 1,2 milhão de sacas (+40 mil sacas).

Já o Peru deve permanecer praticamente estável em 4,78 milhões de sacas (+16 mil sacas), com ganhos de manejo compensados por clima e pragas. Em contrapartida, a Nicarágua deve recuar para 2,44 milhões de sacas (-120 mil sacas), pressionada pelo risco de El Niño, seca na América Central e custos mais altos de fertilizantes.