Às 10h03 (horário de Brasília) desta sexta-feira (10), o contrato de setembro do café arábica negociado na Bolsa Brasileira (B3) apresentava expressiva baixa de 5,18%, cotado a US$ 381,85 por saca de 60 kg. O vencimento de dezembro recuava 6,67%, a US$ 364,00/sc.

Já na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), os ativos desvalorizavam 8,38% e 8,14%, cotados a US$ 318,75/sc e US$ 301,50/sc, nesta ordem.

Nessa manhã, as atenções do mercado se voltavam para as novas projeções climáticas do El Niño. A NOAA elevou para 81% a probabilidade de ocorrência de um Super El Niño, aumentando a atenção do mercado para possíveis impactos sobre a florada do café no Brasil e o desenvolvimento da próxima safra.

Nos Estados Unidos, a indústria cafeeira intensificou a pressão pela manutenção da isenção tarifária ao café brasileiro, enquanto a Lavazza projeta que os preços do café deverão permanecer elevados por pelo menos mais dois anos, refletindo um cenário de oferta global ainda ajustada e elevada volatilidade no mercado.