Às 10h23 (horário de Brasília) desta quinta-feira (19), o contrato de maio do café arábica negociado na Bolsa Brasileira (B3) registrava alta de 1,05%, cotado a US$ 386,00 por saca de 60 kg. Já o vencimento de julho operava em estabilidade, a US$ 366,95/sc.

Na Bolsa de Mercadorias de Nova York, por outro lado, o contrato de maio recuava 0,10%, a US$ 292,60/sc, enquanto o de julho apresentava leve baixa de 0,09%, cotado a US$ 286,85/sc.

O mercado repercute a nova projeção dos cooperados brasileiros da Cooxupé, que estima exportar 4,4 milhões de sacas de café em 2026, uma redução de 500 mil sacas em relação a 2025.

A queda reflete a menor disponibilidade da safra anterior, além de fatores como a desaceleração temporária dos embarques aos Estados Unidos durante o período de tarifas e entraves logísticos ligados às tensões no Oriente Médio.

Os investidores também seguem atentos às decisões recentes de política monetária.

Nos EUA, o Federal Reserve (Fed) manteve os juros entre 3,50% e 3,75% ao ano pela segunda reunião consecutiva, adotando postura cautelosa diante das incertezas econômicas.

No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano, retomando o ciclo de flexibilização monetária de forma gradual.