A busca por maior rentabilidade e eficiência comercial na cadeia exportadora do café foi abordada nesta quarta-feira, 20, segundo dia do XXV Seminário Internacional do Café. Sediado em Santos (SP), o fórum reúne lideranças empresariais, exportadores e autoridades setoriais do segmento cafeeiro.
Quem tratou do tema foi o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), Pavel Cardoso. Ele admitiu que a participação do país no faturamento global ainda é muito baixa se comparada ao volume produzido. Por isso, o grande objetivo do setor é elevar a competitividade, para aumentar a geração de riqueza no país.
“O Brasil detém 40% da produção mundial de café, mas ficamos com receita muito aquém. Apenas como exemplo, nos Estados Unidos, a receita por trabalhador do segmento é de 155 mil dólares. Aqui, é inferior a 3 mil dólares. Geramos receita total por funcionário 53 vezes menor que a americana”, disse.
Para mitigar essa disparidade e fortalecer o posicionamento do grão nacional lá fora, a ABIC estruturou uma série de ações estratégicas focadas em modernizar e promover a marca institucional “Cafés do Brasil”. Diante da falta de investimentos históricos identificada por auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU) no Funcafé (Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), a entidade direcionou esforços para garantir verbas específicas de promoção. A principal iniciativa consistiu em transformar, completamente, a identidade visual da marca.
“Identificamos a necessidade de provocar a promoção da imagem. Enxergamos a necessidade de redesenhar a marca, que era dos anos 1980 e já não conversava com o mundo. A nova marca serve de alicerce para os próximos passos que iremos direcionar”, explicou.
Como parte desse esforço agressivo de difusão, a marca reformulada foi patrocinada em plataformas globais de alta visibilidade, incluindo o Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1, em Interlagos, expondo o produto para um público de 500 milhões de espectadores.