Às 10h10 (horário de Brasília) desta segunda-feira (27), o contrato de setembro do café arábica negociado na Bolsa Brasileira (B3) disparava 3,70%, cotado a US$ 392,00 por saca de 60 kg. Já o vencimento de dezembro avançava 3,51%, a US$ 375,00/sc.

Na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), os ativos ocupam o campo positivo, com ganho de 6,02% para o de setembro, cotado a US$ 332,70/sc, e avanço de 3,89% para o dezembro, a US$ 309,65/sc.

Nesta manhã, o movimento reflete a volta do prêmio de risco climático aos preços. Apesar das expectativas de uma safra mundial recorde na temporada 2026/27, os investidores passaram a incorporar as incertezas relacionadas ao clima para os próximos meses.

No centro das atenções está a possibilidade de formação de um Super El Niño, fenômeno climático que pode alterar significativamente o regime de chuvas e temperaturas nas principais regiões produtoras de café, afetando o desenvolvimento das lavouras e o potencial produtivo da próxima safra.