Às 10h03 (horário de Brasília) desta quinta-feira (30), o contrato de julho do café arábica negociado na Bolsa Brasileira (B3) anotava estabilidade, cotado a US$ 357,70 por saca de 60 kg. O vencimento de setembro recuava 0,88%, a US$ 336,00/sc.
Na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), o contrato de julho cedia 1,88%, a US$ 299,50/sc, enquanto o de setembro desvalorizava 1,62%, cotado a US$ 286,10/sc.
Nesta manhã, os agentes do mercado repercutiam aos novos dados de colheita da safra 2026/27 de café do Brasil.
De acordo com o Cepea, os trabalhos de colheita nas principais regiões produtoras de café do Brasil apresentam um ritmo cadenciado neste final de abril, refletindo as condições climáticas e o estágio de maturação dos frutos. Até o momento, a retirada dos grãos das lavouras ocorre de forma gradual, com os produtores priorizando a qualidade e aguardando o ponto ideal de colheita para otimizar o rendimento por saca.
Embora o movimento ainda seja inicial, o setor monitora de perto a logística e a disponibilidade de mão de obra, elementos cruciais para o escoamento da produção nos próximos meses de pico da safra.
No cenário econômico, o Federal Reserve (Fed) mantém juros entre 3,50% e 3,75% pela terceira reunião consecutiva, sinalizando cautela diante de inflação ainda elevada e incertezas globais,
Já no Brasil, o Copom, do Banco Central (BC), optou por reduzir a Selic para 14,50% ao ano, também com postura cautelosa em meio a pressões inflacionárias associadas ao cenário externo.