Às 10h25 (horário de Brasília) desta sexta-feira (31), o contrato de setembro do café arábica negociado na Bolsa Brasileira (B3) avançava moderados 0,68%, cotado a US$ 398,45 por saca de 60 kg. O vencimento de dezembro apresentava viés altista (+0,09%), a US$ 370,00/sc.

Na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), os ativos ocupam o campo positivo, com alta de 0,99% para o de setembro, cotado a US$ 326,25/sc, e valorização de 0,80% para o dezembro, a US$ 310,15/sc.

Nesta manhã, os agentes do mercado repercutiam as preocupações com andamento da safra 2026/27 de café do Brasil. Segundo a Cooxupé, o volume elevado de chuvas em regiões produtoras de arábica está provocando floradas antecipadas, movimento apontado como prejudicial para a formação da safra 2027. O inverno atipicamente chuvoso, atribuído ao El Niño, já compromete a qualidade do café da safra atual e atrasa sua colheita.

Quanto a demanda internacional, as importações de café do Japão somaram 628,92 mil sacas de café em junho de 2026, uma alta mensal de 28,64% frente a maio. No acumulado dos últimos 12 meses, os embarques chegam a 7,05 milhões de toneladas, alta de 1,24% ante os 12 meses anteriores.