Às 10h08 (horário de Brasília) desta quinta-feira (21), o contrato de julho do café arábica negociado na Bolsa Brasileira (B3) operava em estabilidade, cotado a US$ 335,50 por saca de 60 kg. Já o vencimento de setembro apresentava moderada alta de 0,62%, a US$ 316,90/sc.
Na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), o contrato de julho avançava 0,57%, a US$ 270,00/sc, enquanto o de setembro valorizava 0,61%, cotado a US$ 262,10/sc.
Nesta manhã, o mercado o novo relatório mensal da Organização Internacional do Café (OIC), no qual apontou para uma queda do ICO Preço Indicativo Composto (I-CIP), que recuou para 266,24 US$ cents/lb, baixa de 2,7% frente a março/2026. O relatório atribui esse movimento ao predomínio da melhora nas perspectivas de oferta global, mesmo com o mercado ainda ponderando os riscos logísticos associados ao fechamento do Estreito de Ormuz, que pressionou petróleo, fretes e fertilizantes.
Paralelamente, os trabalhos de campo no Brasil seguem no radar. A Faemag Senar reportou que a colheita de café nas Matas de Minas avança com sinais positivos de recuperação produtiva em relação ao ciclo anterior. A melhor granação dos frutos e o aumento da peneira elevam o potencial de rendimento das lavouras e favorecem a produção de cafés especiais, segundo o documento.
Quanto a demanda internacional, as exportações de café do Vietnã totalizaram 1,11 milhão de sacas na primeira quinzena de maio, gerando receita cambial de US$ 291,19 milhões, conforme dados do governo vietnamita.