Café anota forte baixa na B3 e na Nymex manhã desta 4ª feira

Às 10h04 (horário de Brasília) desta quarta-feira (3), o contrato de julho do café arábica negociado na Bolsa Brasileira (B3) operava em estabilidade, cotado a US$ 327,00 por saca de 60 kg. Já o vencimento de setembro cedia fortes 1,83%, a US$ 300,65/sc.

Na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), os ativos equivalentes apresentavam perdas 1,81% e 1,40%, cotados a US$ 254,50/sc e US$ 249,30/sc, respectivamente.

Nesta manhã, os agentes do mercado repercutem novos dados de exortação da Indonésia. De acordo com dados do governo do país, os embarques em abril somaram 400 mil sacas de 60 kg, volume 66,99% superior ao registrado em março.

Apesar da recuperação mensal, o resultado ainda ficou 10,19% abaixo do observado em abril de 2025. No acumulado em 12 meses, porém, os embarques mantêm desempenho expressivamente positivo, somando 10,73 milhões de sacas entre maio de 2025 e abril de 2026, alta de 68,00% frente às 6,39 milhões de sacas registradas no período anterior.

Paralelamente, os investidores avaliam os efeitos das novas propostas tarifárias do governo dos Estados Unidos para exportações do Brasil. O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) divulgou duas novas propostas tarifárias no âmbito da Seção 301, a primeira, específica contra o Brasil, prevê tarifa adicional de 25% e tem como base questionamentos sobre práticas comerciais brasileiras, e a segunda, de escopo mais amplo, está relacionada à investigação sobre importações associadas ao trabalho forçado e prevê tarifa adicional de 12,5 p.p. sobre produtos de determinadas economias, incluindo o Brasil.

Em ambas as propostas, a maior parte dos cafés brasileiros aparece na lista de exceções, enquanto o café solúvel permanece fora das isenções. Dessa forma, caso as medidas sejam mantidas nos termos atuais, o solúvel ficaria exposto à tarifa adicional de 25% na proposta específica contra o Brasil e a mais 12,5 p.p. na proposta sobre trabalho forçado.

As medidas ainda não representam decisão definitiva do governo norte-americano, com audiências públicas previstas para 6 de julho, no caso da proposta específica contra o Brasil, e 7 de julho, na investigação sobre trabalho forçado.