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EUA e Irã não chegam a um acordo e mercado de petróleo pode atingir novo ponto de ruptura
● Apesar das tratativas no Paquistão terem durado 21 horas, Irá e EUA não chegaram a um acordo para o fim da guerra.
● Conflito EUA-Irã completa quase 5 semanas com Estreito de Ormuz bloqueado e corte de ~11 milhões de barris/dia dos produtores do Golfo.
● Diante da ausência de perspectiva sobre o fim desse conflito, cresce o risco de maior ruptura no balanço de oferta e demanda de petróleo.
● O fechamento do Estreito de Ormuz ainda não se refletiu nos estoques em terra — estimativa é que isso ocorra com força total a partir do fim do mês de abril.
● Isso significa que há o risco do mercado de petróleo consolidar um piso de preço de US$ 100/bbl, podendo flertar com novas máximas nos próximos dias.
● Sem resolução até lá, a Agência Internacional de Energia terá que coordenar nova liberação de estoques estratégicos de petróleo.
● Estoques estratégicos compram tempo, mas não resolvem: a liberação de 400 milhões de barris amortece o choque imediato, mas a queda de disponibilidade deve se materializar já em abril.
● Retomada da produção será lenta: Iraque e Kuwait, por exemplo, levarão 3 a 4 meses para normalizar a produção, prolongando o impacto sobre os balanços globais mesmo após o fim do conflito.
● Dinâmica geopolítica desfavorável: O Irã tem incentivo para aguardar o ponto de ruptura do mercado antes de negociar, reduzindo a probabilidade de acordo iminente.