O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, concordaram, nesta terça-feira (16), em desenvolver conjuntamente um mecanismo para identificar dificuldades e entraves entre os dois lados no que diz respeito à comercialização de produtos siderúrgicos e de origem animal.

As duas lideranças conversaram à margem da cúpula do G7, que está sendo realizada nesta semana na França.

Segundo nota divulgada pelo Itamaraty, Lula e von der Leyen “trataram de temas da agenda bilateral, em particular das medidas de restrição a produtos brasileiros adotadas recentemente pela parte europeia, e definiram um mecanismo bilateral entre o Itamaraty e funcionários da Comissão, com vistas a identificar as dificuldades, tanto na área de produtos de origem animal quanto nos produtos siderúrgicos”.

Há pouco mais de um mês, a União Europeia atualizou a lista de países autorizados a continuar exportando carne ao bloco sob suas novas regras de controle do uso de antibióticos na pecuária, deixando o Brasil ficou de fora da relação.

No começo deste mês, uma atualização do regulamento manteve o Brasil novamente ausente da lista. Caso não haja um reversão, em 3 de setembro, o Brasil precisará interromper seus embarques de proteínas ao bloco.

Sem especificar o assunto, a nota governo brasileiro diz que o mecanismo criado entre as autoridades irá “buscar soluções que contemplem as preocupações europeias, seja de ordem sanitária, fitossanitária e de proteção da sua indústria de aço, bem como os legítimos interesses exportadores do Brasil, consubstanciados no acordo Mercosul-União Europeia”.